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Por Maurício Ferreira Guimarães 
Saber o que é certo e fazer o que é certo. Parece meio óbvio, mas este aparente dilema parece ser a causa de comportamentos reprováveis de algumas pessoas que, em pleno Século XXI, insistem em cometer verdadeiros crimes contra o meio ambiente como se nada tivessem a ver com isso.
Uma vez conversando com um colega a respeito da falta de comprometimento, empenho e responsabilidade de alguns colaboradores com as suas empresas, no que se referia às agressões cometidas contra o meio ambiente nos seus respectivos “ambientes” de trabalho, comentei: “Será que a causa disto tudo é uma política ambiental defasada, a qual devesse considerar programas de conscientização ambiental contínuos e com maior eficácia?”. Mais que rapidamente o mesmo me perguntou se eu realmente acreditava que quando alguém joga um papel de bala no chão, este não tem consciência dos possíveis danos que esse “insignificante” ato pode repercutir no meio ambiente como, por exemplo, alagamentos em decorrência do entupimento de bocas-de-lobo, além do fato deste papel seguir até o curso de rios e permanecer inalterado por algumas centenas de anos ou, eventualmente, ser ingerido por algum peixe e acarretar em sua morte.
De fato, a grande maioria das pessoas tem consciência de seus atos, especificamente, dentre outros, aqueles que tratam das agressões cometidas contra o meio ambiente. Contudo, o termo “Educação Ambiental” deveria se basear nos ensinamentos de respeito à natureza passados de pais para filhos, de professores para alunos … De acordo com uma tese de mestrado, intitulada “Consciência Ambiental e o Direito de Vizinhança” (http://www.diritto.it/archivio/1/23766.pdf), escrita por Cleide Calgaro e Eliane Willrich Hoffmann, mestrandas da Universidade de Caxias do Sul (UCS) acredita-se que “esta é uma tarefa árdua e estressante, pois uma grande parcela da sociedade ainda age com desinformação e desinteresse pelas causas ambientais, desconsiderando o fato de que os recursos naturais são finitos e toda utilização indevida tem seu preço. Daí podemos despreender os 3 inimigos principais do meio ambiente a serem combatidos, que podemos apelidar dos 3 D’s: 1) Desinformação; 2) Desinteresse; e 3) Desconsideração”. Sendo assim, tanto o segundo quanto o terceiro, estariam relacionados à “Conscientização Ambiental”, enquanto que o primeiro D estaria relacionado à “Educação Ambiental”, de forma que os dois conceitos estão intimamente relacionados.
No caso, então, do relato apresentado no início deste texto, chega-se à triste conclusão, que apesar da nossa família, da nossa escola, bem como de todos os programas de televisão voltados a nos subsidiar com informações princípios e doutrinas para uma convivência sadia com o meio ambiente, onde possa ser possível alcançar o sonho do Desenvolvimento Sustentável, ainda é necessário se percorrer um longo caminho para que a mesma sociedade se interesse pela preservação do meio ambiente e, conseqüentemente, de sua própria espécie, desta forma, tendo consideração pelas próximas gerações que se seguirão. Algumas das maneiras mais eficientes de fazer isto acontecer é chamando a atenção destes “infratores” através de falas como: “Eh, seu porção, você também faz isso na sua casa?”, ou, por exemplo, comentando com seu filho: “Tá vendo filhão, foi isso que papai e mamães lhe ensinaram que não se deve fazer na rua”. Mas cuidado, ainda tem muita gente do século passado neste Planeta!


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