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Por Maurício Ferreira Guimarães
Nos últimos anos, o termo “Sentimento de Dono” tem sido bastante difundido nas grandes corporações na tentativa de fazer com que seus colaboradores tornem-se parceiros e cúmplices de sua missão, política e valores. Na opinião de grandes executivos, o “Sentimento de Dono” é uma característica diferenciada que faz com que as pessoas tenham foco na obtenção de bons resultados decorrentes de sua dedicação e amor pelo trabalho. Em todo processo de mudança ou crescimento organizacional, o “Sentimento de Dono” é fator crítico de sucesso que demanda, contudo, a assimilação de alguns pré-requisitos, como: conquista da confiança, gestão e integração da equipe; reconhecimento dos grandes feitos e correção das falhas. Mas de que forma este “poderoso” conceito poderia ser aplicado à preservação do meio ambiente se nos considerarmos seus colaboradores? Será que estamos realmente desempenhando nosso melhor trabalho, contribuindo com responsabilidade para um meio ambiente sustentado e capaz de nos dar abrigo, alimento e proteção?
Sem dúvida, é possível notar que as causas das agressões ao meio ambiente são de ordem política, cultural e econômica. De certa forma, as pessoas ainda não priorizam, como deveriam, a defesa do meio ambiente, leva a crer que a sociedade moderna somente começará a perceber a necessidade do combate eficiente a poluição, quando os efeitos dela lhes caírem sobre a cabeça. Se, então, considerarmos o Meio Ambiente como o conjunto de forças e condições que cercam e influenciam os seres vivos e as “coisas” em geral, perceberemos que nos falta “foco nos resultados”, à medida que continuamos lançando lixos nas ruas e córregos, bem como queimando nossas florestas, sem nos preocuparmos com as conseqüências destes atos, demonstrando falta de amor e carinho pelo habitat responsável pelo nosso sustento. Num horizonte de médio a longo prazo, para que possamos acreditar e ter esperança num cenário positivo para a natureza do planeta, precisamos confiar, tanto na capacidade individual, como na coletiva da humanidade, de reverter o quadro de acelerada degradação do meio ambiente através do reconhecimento e aprendizado de suas falhas cometidas. Este comportamento, portanto, será o reflexo do “Sentimento de Dono”; Algo que deveria ser instintivo e não a resposta para nossa sobrevivência que surge apenas em decorrência da falta de percepção do inevitável, ou seja, do fato de que caso não mudemos nosso comportamento auto-destruidor, estaremos nos despedindo do Planeta como o conhecemos e, conseqüentemente, da nossa própria espécie, a Homo sapiens.
Uma das maneiras de demonstrarmos nosso “Sentimento de Dono” para com o Meio Ambiente é através da indignação; Mas não uma indignação silenciosa, pois como diria Molière: “Um tolo que não diz nada não se diferencia de um sábio que se cala”. Quando constatadas agressões ao meio ambiente, se incomode, faça algo, denuncie … afinal, trata-se da nossa casa. Segundo alguns órgãos ambientais, são consideradas instruções para uma denúncia: 1) Apresentar dados claros e precisos acerca do tipo de ocorrência; 2) Informar telefone para contato e endereço para correspondência; e 3) É indispensável que constar o endereço e/ou algum ponto de referência da ocorrência e, se possível, indicar o nome do responsável. Os mesmos órgãos antecipam que as informações passadas são sigilosas e que, em hipótese alguma, o nome do denunciante é divulgado. E lembre-se, são considerados crimes ambientais toda e qualquer ação que causar poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar em danos à saúde ou que provoque a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora
IBAMA – Sugestões, reclamações, pedidos de informações e denúncias sobre agressões ao meio ambiente podem ser feitas através da Linha Verde 0800-61-8080, a ligação é gratuita de qualquer ponto do país. Se preferir, envie um e-mail para: linhaverde.sede@ibama.gov.br, fax: (61) 3321-7713 ou preencha o formulário disponível no site do IBAMA.

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