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Mais um evento ou movimento de conscientização ambiental está a caminho. Depois da Hora do Planeta, mobilização patrocinada pela WWF com foco na redução do consumo de energia onde fora proposto, durante 1 hora que todas as pessoas apagassem suas luzes, chega a hora do DIA MUNDIAL SEM CARRO (22/09/2009).
Apesar de não tão notório como a Hora do Planeta, haja vista os pouco mais de 300.000 registros no google, frente 3.110.000 registros do citado evento, o DIA MUNDIAL SEM CARRO é mais uma chance dada a sociedade de manifestar seu descontentamento com o descaso e desinteresse frente as questões ambientais, sendo primeiro consigo mesma, e por fim com os nossos governates e “líderes” mundiais.
Conforme descrito em meu texto postado em março de 2009, intitulado “HORA DO PLANETA – AQUI NÃO!”, no dia 28 do mesmo mês, às 20:30, quando então apagadas as minhas luzes percebi que visualmente todas as luzes de fora permaneceram acesas, o que me fez pensar um pouco sobre nossa responsabilidade com o meio ambiente. Ora, se não somos capazes de apagar nossas luzes por apenas 1 hora, que direito temos de cobrar por mudanças. É sério, alguns podem fazer analogias com questões de ética. Por que se queixar de pessoas que furam fila se quando temos oportunidade de fazer o mesmo, o fazemos. Lógico, não precisa, talvez, ser tão radical assim, mas o fato é que se não fizemos a nossa parte, dificilmente teremos a oportunidade de presenciar um sentimento coletivo que tenha as mesmas ambições saudáveis com vistas a um mundo melhor, ambientalmente sustentável.
Faltam 05 (cinco) dias para o DIA MUNDIAL SEM CARRO … Participem! Como apresentado no site MONTAINBIKEBH.COM.BR, “Deixe seu sonho de consumo em casa, para viver numa cidade de sonho”.
Imaginem só, se fosse possível ir para o trabalho, academia ou qualquer outro lugar…de bicicleta.

Algumas referências para lhe ajudar a decidir:
http://mountainbikebh.com.br/22setembro/
http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=1178
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_253006.shtml
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Por Maurício Guimarães
Já faz quase 3 anos desde o lançamento do filme “Uma Verdade Inconveniente”. Apresentado pelo Ex-Presidente norte-americano, Al Gore, sobre vários aspectos, considero um filme muito bom, mas, principalmente, considero como ponto alto sua produção, os recursos tecnológicos empregados e imagens associadas. Quem não achou o máximo aquele elevador que impulsiona Al Gore, levando-o a alcançar a extremidade do gráfico que, na sua progressão, extrapola o painel da apresentação, quase se chocando contra o teto do auditório? Contudo, também me chamou atenção o fato de apesar de inúmeras as referências citadas por Al Gore, sejam aquelas de seus amigos cientistas a ilustres desconhecidos, não serem citados os respectivos nomes, assim como também não é possível obter tais referências nos créditos finais do filme. O filme e suas previsões catastróficas são realmente impressionantes! O mundo vai acabar… é verdade! O fato é que também me assusta a maneira como a maioria das pessoas se deixaram comover! Pessoas passaram a acreditar em duas hipóteses: A primeira, visto a nossa ineficiência em reverter a iminente destruição do planeta, faz menção ao fato de que nada mais nos cabe fazer além do que esperar. A segunda, é que se “todos” resolverem, não só mudar seus hábitos, mas também, se mobilizarem e cobrarem dos nossos governantes medidas sustentáveis de crescimento e redução da emissão dos gases poluidores, é possível que haja salvação.
Impressiona-me, de fato, como é possível que as pessoas, em sua maioria, atribuem ao Aquecimento Global, todas as mudanças climáticas percebidas (lêem-se efeitos metereológicos e hidrológicos), Será que isto está realmente acontecendo? É muito comum escutar alguém dizendo: “Nossa, nunca vi, em toda minha vida, um nível tão baixo, quanto ao que estou presenciando no rio de minha cidade”. Primeiro que “toda minha vida” certamente não é tempo suficiente, dentro da escala geológica, de atribuir aquela conseqüência ao Réu da vez. Também, se perguntarmos a esta pessoa quando foi constatada, em qualquer outra oportunidade, o segundo nível mais baixo, certamente esta não saberá responder.
Os acontecimentos climáticos são normais na história da Terra. As glaciações, por exemplo, de acordo com o que se tem disponível, inclusive na web, são fenômenos climáticos que ocorrem ao longo da história do planeta Terra. Como o próprio nome sugere é um período de frio intenso, dentro de uma era do gelo, quando a temperatura média da Terra baixa, provocando o aumento das geleiras (ou glaciares) nos pólos e em zonas montanhosas, próximo às regiões de neve perpétua. As Glaciações ocorreram em diversas ocasiões durante a história da Terra e, aproximadamente, a cada 250 milhões de anos, sendo que a última iniciou-se há três milhões de anos e se prolongou até a atualidade. No intervalo compreendido entre cada uma das glaciações, houve períodos relativamente mais quentes, chamados períodos interglaciais, em um dos quais, iniciado há dez mil anos, se enquadra a história das civilizações humanas.
Mas não satisfeitas, algumas pessoas já começaram até a apresentar seus textos dizendo, por exemplo: “Nova Era Glacial é Adiada Pelo Aquecimento Global”, reconhecendo, pelo menos, a existência de ciclos climáticos que incidem sobre nosso planeta.
Não é minha intenção, pregar aqui que todos passem a duvidar sobre o que tem sido tão amplamente difundido na mídia ou em alguns trabalhos científicos. Não há como negar que o Aquecimento Global tem como uma de suas causas as ações cometidas pelo o Homem, mas qual seria esta parcela de contribuição? Seria esta significante e, talvez, irreversível?
Vale aqui um exercício: fazermos a diferença. Como diria Dalai Lama: “Seja a Diferença que Você Quer Ver no Mundo”. Não importa a causa que nos levará à extinção se nada fizermos para evitá-la. O que vale, portanto, não é somente nos preocuparmos somente com as emissões atmosféricas, mas sim, preocuparmos, também, com o nosso lixo, como nossos recursos naturais, com a ocupação desordenada sobre o solo… , com o nosso frágil ecossistema que possui tantas outras variáveis que se não bem tratadas, também poderão nos levar ao término de nossa espécie.
Por Maurício Ferreira Guimarães 
Saber o que é certo e fazer o que é certo. Parece meio óbvio, mas este aparente dilema parece ser a causa de comportamentos reprováveis de algumas pessoas que, em pleno Século XXI, insistem em cometer verdadeiros crimes contra o meio ambiente como se nada tivessem a ver com isso.
Uma vez conversando com um colega a respeito da falta de comprometimento, empenho e responsabilidade de alguns colaboradores com as suas empresas, no que se referia às agressões cometidas contra o meio ambiente nos seus respectivos “ambientes” de trabalho, comentei: “Será que a causa disto tudo é uma política ambiental defasada, a qual devesse considerar programas de conscientização ambiental contínuos e com maior eficácia?”. Mais que rapidamente o mesmo me perguntou se eu realmente acreditava que quando alguém joga um papel de bala no chão, este não tem consciência dos possíveis danos que esse “insignificante” ato pode repercutir no meio ambiente como, por exemplo, alagamentos em decorrência do entupimento de bocas-de-lobo, além do fato deste papel seguir até o curso de rios e permanecer inalterado por algumas centenas de anos ou, eventualmente, ser ingerido por algum peixe e acarretar em sua morte.
De fato, a grande maioria das pessoas tem consciência de seus atos, especificamente, dentre outros, aqueles que tratam das agressões cometidas contra o meio ambiente. Contudo, o termo “Educação Ambiental” deveria se basear nos ensinamentos de respeito à natureza passados de pais para filhos, de professores para alunos … De acordo com uma tese de mestrado, intitulada “Consciência Ambiental e o Direito de Vizinhança” (http://www.diritto.it/archivio/1/23766.pdf), escrita por Cleide Calgaro e Eliane Willrich Hoffmann, mestrandas da Universidade de Caxias do Sul (UCS) acredita-se que “esta é uma tarefa árdua e estressante, pois uma grande parcela da sociedade ainda age com desinformação e desinteresse pelas causas ambientais, desconsiderando o fato de que os recursos naturais são finitos e toda utilização indevida tem seu preço. Daí podemos despreender os 3 inimigos principais do meio ambiente a serem combatidos, que podemos apelidar dos 3 D’s: 1) Desinformação; 2) Desinteresse; e 3) Desconsideração”. Sendo assim, tanto o segundo quanto o terceiro, estariam relacionados à “Conscientização Ambiental”, enquanto que o primeiro D estaria relacionado à “Educação Ambiental”, de forma que os dois conceitos estão intimamente relacionados.
No caso, então, do relato apresentado no início deste texto, chega-se à triste conclusão, que apesar da nossa família, da nossa escola, bem como de todos os programas de televisão voltados a nos subsidiar com informações princípios e doutrinas para uma convivência sadia com o meio ambiente, onde possa ser possível alcançar o sonho do Desenvolvimento Sustentável, ainda é necessário se percorrer um longo caminho para que a mesma sociedade se interesse pela preservação do meio ambiente e, conseqüentemente, de sua própria espécie, desta forma, tendo consideração pelas próximas gerações que se seguirão. Algumas das maneiras mais eficientes de fazer isto acontecer é chamando a atenção destes “infratores” através de falas como: “Eh, seu porção, você também faz isso na sua casa?”, ou, por exemplo, comentando com seu filho: “Tá vendo filhão, foi isso que papai e mamães lhe ensinaram que não se deve fazer na rua”. Mas cuidado, ainda tem muita gente do século passado neste Planeta!


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